É leve, parte-se com a mão e parece inofensivo. Do ponto de vista do destino do resíduo, é dos materiais mais chatos de uma remodelação.
Porque não vai no entulho comum
O gesso é sulfato de cálcio. Misturado com a fracção mineral, contamina o agregado reciclado e, em aterro, reage com matéria orgânica libertando gases sulfurosos. Por isso os circuitos de inertes o recusam — não é excesso de zelo, é química.
Os sacos da EMARP destinam-se exclusivamente a betão, tijolos, ladrilhos e materiais cerâmicos. Pôr lá pladur é contaminar a carga — e, em caso de contaminação, a EMARP reserva-se o direito de facturar a recolha pelo tarifário em vigor.
O que fazer com ele
- Separar na obra. É fácil de identificar e é o passo que evita contaminar a alvenaria — e é o que a câmara de Silves exige por escrito.
- Confirmar o ponto de entrega. Nem todos os pontos que recebem entulho recebem gesso. Um telefonema antes poupa a viagem, que no Algarve pode ser de uma hora.
- Declarar na recolha. Se a obra produziu pladur, diga-o ao pedir orçamento: a carga é encaminhada em separado.
Cortes novos e placas velhas
As aparas de montagem — placa nova cortada à medida — são o caso mais fácil: estão limpas e vão inteiras para o mesmo destino. As placas velhas, com tinta, cola e por vezes isolamento agarrado, são resíduo misto.
Perguntas Frequentes
Posso pôr pladur nos sacos da EMARP?
Não. Destinam-se exclusivamente a betão, tijolos, ladrilhos e materiais cerâmicos, e a contaminação dá à EMARP o direito de facturar a recolha.
E se for pouca coisa?
A exclusão não tem quantidade mínima. Pouca quantidade separa-se com igual facilidade.
Vocês levam pladur?
Levamos, declarado à partida, com encaminhamento em separado da fracção mineral.
Gesso projetado na parede também conta?
O reboco de gesso vem agarrado à alvenaria e acompanha-a. O problema é a placa de gesso cartonado, que é material à parte.