O betão é o melhor resíduo de obra que há — inerte, reciclável e sem contaminantes. É também o mais pesado, e é o peso que decide tudo o resto.
Porque o peso muda o serviço
Um metro cúbico de betão partido pesa mais de tonelada e meia. Isso significa carga manual pesada, viatura adequada e, no limite, mais deslocações do que o volume aparente sugeria. É a razão pela qual um monte que «cabe numa carrinha» muitas vezes não cabe.
Betão armado com varão é normal em demolição e não impede a valorização: o metal separa-se na central. O que impede é a mistura com gesso, plástico e madeira.
Escombros de demolição
Uma demolição produz volumes de outra ordem de grandeza: um muro, um anexo, uma laje. Aqui não há circuito municipal que sirva — os sacos do Algarve são de 1 m³ e destinam-se a pequenas reparações, e Silves afirma por escrito que a gestão dos entulhos das obras é do empreiteiro.
O que separar antes
Se a demolição for de construção antiga, confirme a presença de fibrocimento em coberturas, telheiros e condutas antes de começar — no edificado algarvio dos anos 60 a 80 é comum. E mantenha o gesso longe do monte de pedra: é o contaminante mais comum da fracção mineral.
Como pedimos que descreva
Diga o que foi ou vai ser demolido (muro, laje, pavimento), a área aproximada, se há varão, e se a viatura pode encostar. Com isso o orçamento sai firme e não muda no dia.
Perguntas Frequentes
Betão com varão é aceite?
É. O metal separa-se em central; o betão armado é resíduo corrente de demolição.
Cabe num saco municipal?
Em volume talvez; em peso, não é para isso que serve. Os circuitos municipais destinam-se a pequenas reparações e bricolage doméstico.
Fazem a demolição?
Não. Fazemos a recolha e o transporte a destino licenciado, com e-GAR. A demolição é do empreiteiro.
O betão é reciclado?
É triturado e valorizado como agregado reciclado, desde que chegue limpo. É a fracção com melhor destino de toda a obra.